6º EAA
Ontem, dia 22 de Abril de 2006, levantei-me por volta das 6.40h da manhã (depois de me ter deitado no dia anterior quase à meia-noite – ando a estudar para os exames, não sei se sabem. Eles andam aí!...). O objectivo estava bem definido: O 6º Encontro de Astrónomos Amadores, organizado pela Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores (A.P.A.A.) da qual, por acaso (ou não!), sou membro.
Bom, depois de um pequeno contra tempo – o renault 5 decidiu que gostava de ser uma piscina e resolveu alagar-se em água devido à chuva e uma janela mal fechada – apanhei um colega meu, o César, em Avis e zarpámos para Lisboa, numa viagem em que embora, tenho a certeza, estivessemos os dois cheios de sono, nenhum estava disposto a dar o braço a torcer e deixar-se dormir.
Chegamos cerca das 10 horas, altura em que supostamente o encontro devia começar. Mas todos sabemos como são estas coisas e entre conversar com velhos amigos e ver o material de astronomia exposto, o tempo passa sem se notar. O encontro deste ano tinha um formato distinto e, a meu ver, mais proveitoso: consistia em palestras na parte da manhã (ciclos de 30 minutos cada), com algumas pausas para café, e em workshops (uma espécie de oficina aberta ou aula prática) onde cada palestrante ensinava a fazer a magia dos assuntos que havia falado de manhã. É verdade que este tipo de organização não permite tantas palestras como o método habitual (SÓ palestras), mas permite ao espectador ter uma noção muito mais exacta do que se fala nas palestras, além de se tornar muito menos “saturante” de assistir – não me interpretem mal!
Desde dicas sobre como observar o Sol, fazer imagens de planetas, galáxias e praticar fotometria, tudo foi abordado duma forma descontraída e que, devo dizer, me manteve preso às palestras do princípio ao fim.
O almoço também foi bastante bom (bifes, cogumelos, batatas e arroz, bem como uma enorme quantidade de sobremesas).
Depois do almoço, além dos workshops que já havia referido ainda houve tempo para dar uma olhadela através de um PST modificado (o PSTA – A de Alcaria, que foi quem o modificou).
E pronto, por volta das 6 horas foi altura de arrumar o estojo e vir embora porque, como se costuma dizer, já se “fazia tarde”.
P.S.: Eu e o César tivemos alguns momentos difíceis a lutar contra pensamentos menos bons e que, entre outros, incluiam “gamar” uns telescópios e apoderarmo-nos dos bolinhos que distribuiram nas pausas para lanche (bem, apoderámo-nos de alguns bolinhos, mas não roubamos telescópios).
