AVIStando O COSMOS

Poluição luminosa, Observações astronómicas, Material de Astronomia, Notícias, Encontros Astronómicos, etc.

sábado, agosto 26, 2006

ATENÇÃO

Metemo-nos dentro de uma nave espacial e fomos para outra Galáxia.

sexta-feira, agosto 25, 2006

O CÈU NOCTURNO



Deixo-vos aqui hoje, para aligeirar o ambiente do blog, duas imagens feitas por mim e pelo César Lopes há já duas semanas a trás. A primeira ilustra o movimento aparente da esfera celeste provocado pela rotaçao da Terra. A segunda mostra uma constelação. Alguem sabe qual é?



A PROPÓSITO. NA NOITE DE 2 PARA 3 REALIZAR-SE-Á UMA SESSÃO DE OBSERVAÇÕES NOCTURNAS NO CAMPO DE FUTEBOL DE AVIS. É A ABERTURA DO PROJECTO "DE CABEÇA NO AR" COMPAREÇAM. ESPREITEM PELO TELESCÓPIO E CONHEÇAM MELHOR AS PRINCIPAIS CONSTELAÇÕES DO CÉU NOCTURNO.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Plutão é desclassificado e sistema solar fica com 8 planetas

A definição de planeta a adoptar pela União Astronómica Internacional (IAU) reduzirá de nove para oito o número de planetas do Sistema Solar, alterando a categoria de Plutão provavelmente para «planeta anão».
Esta informação foi avançada hoje à agência espanhola Efe pelo porta-voz do observatório nacional de astronomia do Japão e membro do «Comité da IAU para a definição de um Planeta», Junachi Watanabe.
«O Sistema solar terá oito planetas e pelo menos dois planetas anões», assegurou Junachi Watanabe, embora sem adiantar qual será a definição de planeta, a ser votada quinta-feira pela Assembleia-geral da IAU, que decorre em Praga até sexta-feira.
«Amanhã [quinta-feira] será dada a conhecer uma nova definição do que é um planeta», disse o especialista, assegurando que «Plutão foi excluído».
Junachi Watanabe explicou que a IAU, o árbitro da nomenclatura espacial desde a sua fundação em 1919, afastou a proposta mais discutida até agora, a de adoptar uma definição que mantivesse Plutão como planeta.
Este projecto obrigaria a aumentar o sistema solar para 12 planetas, uma vez que teriam que ser acrescentados pelo menos mais três: Ceres, Caronte e o corpo UB-313, ainda sem nome oficial, embora designado Xena pelo seu descobridor, Mike Brown.
Assim, de acordo com a nova proposta, Ceres continuará a ser um asteróide, Caronte um satélite de Plutão, enquanto que Xena passará também a «planeta anão».
Para Rui Jorge Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), estas definições de planeta «são simples demais e não abarcam tudo o que já sabemos sobre os planetas, deixando alguns de fora».
«Tudo o que conhecemos merece uma definição mais alargada, dividida em subclasses, com todas as propriedades físico-químicas», defendeu, acrescentando que se deve evoluir no sentido de criar uma definição mais lata, que deverá ser subdividida.
Na opinião do director do OAL, até as luas devem ser incluídas na definição de planeta, porque são distintas dos cometas e têm uma órbita. A única diferença é que não giram em torno de uma estrela.
Conforme explicou, no sistema solar existem duas classes de planetas muito distintas: os telúricos, que são essencialmente rochosos (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte), e os jovianos, que são gasosos, muito massivos e com gelo (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno).
Neste sentido, Rui Jorge Agostinho entende que «a boa definição será a que consiga abranger todos» e lembra a «família inteira dos transneptunianos» (os objectos descobertos para lá de Neptuno, na cintura de Kuiper).
«São todos objectos do tipo de Plutão, que não são estrelas, nem cometas. São planetas, efectivamente», acrescentou.
Os astrónomos do mundo levam já dois anos de intensos debates para acordar uma definição de planeta, depois de Brown ter descoberto em 2003 o UB-313, situado a 14.550 milhões de quilómetros da Terra, que levantou o problema de se deveria ser reconhecido como planeta, dado ser maior do que Plutão.
Como recordou Junachi Watanabe, o problema colocou-se porque até agora não havia uma definição científica do que é um planeta.
Em todo o caso, os astrónomos estariam a admitir agora que se cometeu um erro quando se atribuiu a Plutão a categoria de planeta, em 1930, e no futuro poderiam incluir outros corpos celestes similares sob a designação de «planeta plutónico» ou «plutoniano».
Contudo, para Rui Jorge Agostinho, a decisão que sair desta assembleia-geral não será mais do que uma «etapa» e o assunto será novamente debatido na próxima reunião, porque «a lista de objectos encontrados todos os anos aumenta e a comunidade científica vai sentir necessidade de os redefinir».
Diário Digital / Lusa

domingo, agosto 20, 2006

Rússia procura voluntários para voo simulado a Marte

Cientistas russos anunciaram hoje que estão a aceitar a inscrição de voluntários, do país e do estrangeiro, para participar num projecto de simulação terrestre de um voo a Marte que durará pelo menos um ano e meio.

Segundo o Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Academia de Ciências da Rússia, que apresentou o projecto em Janeiro de 2004, as inscrições de ca ndidatos estarão abertas até 31 de Dezembro.

A experiência, intitulada «Marte-500», deverá começar no último trimestre de 2007 e durar pelo menos 520 dias, até um máximo de 700, referiu o porta-voz do instituto, Mark Belakovski.

Entre os candidatos serão seleccionados os seis «astronautas» que irão passar aquele período fechados num simulador de voos espaciais, acrescentou.

Os candidatos deverão ter entre 25 e 50 anos, boa saúde, educação superior e domínio do inglês a nível técnico e de comunicações, sendo dada preferência a profissionais das áreas de medicina, biologia, engenharia e informática.

A Agência Espacial Europeia (ESA) colabora neste projecto com a Rússia, que também convidou a NASA a participar.

A «tripulação marciana» será formada por um comandante, um engenheiro de bordo, três cientistas de várias especialidades encarregados das investigações e um médico capaz de levar a cabo intervenções cirúrgicas.

Durante 17 meses e com reservas de três toneladas de água e cinco de co mida, estes «astronautas» viverão em condições mais ou menos semelhantes às de uma expedição a Marte no interior de um conjunto de módulos espaciais de 550 metros quadrados.

Um desses módulos reproduzirá as condições marcianas para um eventual desembarque de três astronautas numa missão de até um mês, após 250 dias do voo Terra-Marte e antes do regresso, que durará outros 240 dias.

Durante o voo não faltarão simulacros de avarias para pôr à prova a cap acidade da tripulação de superar problemas técnicos inesperados e situações de s tress.

Os voluntários, cujo principal canal de comunicação com o centro de controlo terrestre será o correio electrónico, só poderão abandonar a experiência em casos extremos de doença grave ou crise psicológica.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, agosto 18, 2006

Sonda SMART-1 vai despenhar-se na Lua a 3 Setembro

A sonda lunar europeia SMART-1 vai cumprir o seu destino programado a 03 de Setembro, quando se despenhar de forma controlada na face visível da Lua, informou esta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).
A aventura lunar deste pequeno engenho não tripulado de 366 quilos de peso e um metro cúbico de volume, com painéis solares de 14 metros de comprimento, devia terminar hoje, mas uma série de manobras forçaram a alteração dos planos, segundo a ESA.
Segundo a nova agenda, após 16 meses de órbita elíptica em torno dos pólos lunares, a distâncias de entre 300 e 10.000 quilómetros, a sonda cairá às 05:41 TMG (06:41 em Lisboa) de 03 de Setembro no Lago da Excelência, situado no meio da região sul da face visível da Lua.
Os planos iniciais previam que a queda ocorresse hoje no Mar dos Humores, na face oculta do satélite natural da Terra.
Estão programadas para 25 de Agosto e para a noite de 01 para 02 de Setembro novas e importantes manobras, não se excluindo por isso novas alterações e ajustes na hora definitiva do impacto, segundo o centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) da ESA em Darmstadt, na Alemanha.
A sonda, lançada em Setembro de 2003 e actualmente a menos de 300 quilómetros da Lua, irá despenhar-se naquele planeta a uma velocidade de dois quilómetros por segundo, abrindo uma cratera de entre cinco e dez metros de diâmetro e cerca de um metro de profundidade.
Os últimos momentos da SMART-1 serão seguidos «com a maior atenção» na Alemanha por peritos da ESA, que esperam obter com a manobra dados importantes sobre a composição do solo e subsolo lunar.
A observação incidirá na física do impacto, nomeadamente no material ejectado, massa, dinâmica e energia envolvida, bem como na química da superfície, através da recolha de radiações específicas emitidas pelo material ejectado.
Porém, para a ESA, o mais importante da missão foi posicionar-se na vanguarda da exploração lunar e pôr à prova novas tecnologias que poderão vir a equipar as futuras naves espaciais.
A SMART-1, que percorreu 100 milhões de quilómetros consumindo apenas 50 litros de combustível, está equipada com um motor eléctrico «muito inovador» que expele iões de gás xénon a forte pressão.
Este sistema deu à sonda uma trajectória em espiral que lhe permitiu afastar-se pouco a pouco da órbita terrestre, onde foi colocada por um foguetão europeu «Ariane-5» há quase três anos, e ser «capturada» pela gravidade lunar em Novembro de 2004 após uma viagem de cerca de 14 meses.
A SMART-1, actualmente a única sonda em órbita lunar, abre caminho a uma frota internacional de satélites que serão lançados a partir de 2007.
Diário Digital / Lusa

Sondas Voyager continuam o caminho

A sonda espacial norte-americana «Voyager 1» chegou na terça-feira a uma distância de cem unidades astronómicas do Sol e continua a transmitir informações quase 30 anos depois do seu lançamento, informou hoje a NASA.
Isso significa que a nave, que é seguida de «muito perto» pela «Voyager 2», está a uma distância cem vezes superior à que separa a Terra do Sol, sendo actualmente o objecto de fabrico humano mais distante no cosmos.
Concretamente, a «Voyager 1» está a cerca de 15.000 milhões de quilómetros do Sol e, segundo Ed Stone, cientista do projecto e ex-director do Laboratório de Propulsão por Jacto (JPL) da NASA, as duas sondas estão a confirmar as previsões de que continuariam a funcionar sem incidentes 30 anos depois.
Neste momento, quando o Sol é apenas um ponto brilhante no espaço, tornando inviável a utilização da sua energia, a longevidade das duas sondas deve-se ao facto de estarem a funcionar com energia nuclear produzida por geradores radioisotópicos termoeléctricos.
De acordo com um comunicado da NASA, a «Voyager 1» está nos confins do sistema solar, numa zona onde a influência do «astro-rei» é mais fraca, e avança para o desconhecido espaço interestelar a uma velocidade de 1,6 milhões de quilómetros por dia, devendo atravessá-lo em 10 anos.
«O espaço interestelar está cheio de material ejectado por explosões das estrelas mais próximas e a «Voyager 1 será a primeira nave humana que nele entrará», disse Stone.
As duas sondas já enviaram informações quando passaram por Júpiter, Urano, Saturno e Neptuno, e forneceram mais dados sobre os ventos solares, que são correntes de partículas emitidas pelo Sol a mais de 1,5 milhões de quilómetros por hora.
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, agosto 17, 2006

Sistema Solar poderá ter 12 planetas em breve

Da AFP

O Sistema Solar logo poderá contar oficialmente não com nove, e sim com doze planetas, segundo um projeto de resolução elaborado pela UAI (União Astronômica Internacional), em um congresso celebrado em Praga, informou nesta quarta-feira a entidade.Neste projeto de texto, que busca levar em consideração as recentes descobertas, os especialistas propõem uma nova definição da diferença entre "planeta" e "corpo do sistema solar" (cometa, asteróide, etc.).A UAI realiza, desde a segunda-feira passada até o dia 25 de agosto, sua 26ª assembléia geral na capital tcheca.Se os cientistas reunidos aprovarem a proposta, o Sistema Solar contará com doze planetas, entre eles oito bem conhecidos (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urânio e Netuno), um asteróide, Ceres, e três planetas que se inscrevem em uma nova categoria, a dos chamados "plutões".O termo provém do nome do nono corpo celeste que até agora fazia parte da lista clássica de planetas, Plutão. O menor e mais distante dos planetas do Sistema Solar a partir de hoje será considerado integrante de um novo grupo ao lado do que por enquanto é considerado o seu maior satélite, Charon, e do "2003 UB-313".Esta última denominação provisória corresponde a um objeto celeste maior apenas que Plutão (2.398 km de diâmetro contra 2.228 km), descoberto há três anos e batizado como "Xena". Foi justamente a descoberta de Xena que originou a reconsideração da definição de planeta.Se a "resolução número 5" for aprovada em Praga, um planeta será "um corpo celeste rígido que possui massa suficiente para ter uma gravidade interior que lhe dê uma forma hidrostática equilibrada (quase redonda), em órbita ao redor de uma estrela, e que não seja uma estrela, nem o satélite de um planeta".
Diário do Grande ABC Copyright ©2006Todos os direitos reservados

terça-feira, agosto 15, 2006

VIDA E MORTE DAS ESTRELAS IV

Quando a radiação abandona o núcleo estelar, entra no manto. Aqui, sobe lentamente até à chamada zona de convecção. Nesta zona, o material que compõe a estrela é aquecido pela energia libertada sobe mas, quando chega a uma certa altura, arrefece e volta a descer. Forma-se assim uma movimentação cíclica de material quente e ascendente e de material frio e descendente. Um pouco como acontece com as massas de ar quando, no Inverno, temos um aquecedor na sala...

Quando a radiação finalmente passa esta zona chega à camada vísível da estrela: a cromosfera. Ainda existe outra camada, a fotosfera, mas essa só se torna visível durante ocasiões como eclipses, ou com filtros especiais como sejam os h-alfa.

É graças às reacções nucleares que nós temos a luz do dia para nos aquecer, deixar desenhar, ler, estudar, electricidade para escrever nos blogs, ou vegetarmos à frente da televisão... Mas estamos a repetir-nos um pouco não estamos?

Quando a sua reserva de hidrogénio acaba, a estrela passa a utilizar o hélio para se alimentar, obtendo elementos cada vez mais pesados e utilizando-os para sobreviver. O material para a vida, carbono, oxigénio, etc, é todo produzido nas estrelas, sem elas não existiriamos.

Mas claro, chega o momento em que a estrela não tem capacidade para produzir mais elementos. Ao longo de toda a sua vida, o nucleo da estrela vai sempre encolhendo, aumentando a pressão e temperatura no seu interior de modo a albergar as diferentes reacções.